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Acervo
O
acervo do Museu
de Arte da Bahia é formado de várias coleções
particulares constituídas à partir da 2ª metade do
séc. XIX e progressivamente adquiridas pelo Estado.
Inicialmente,
verificou-se a incorporação da importante coleção
de pintura do Conselheiro Jonathas Abbott, núcleo original do
antigo Museu do Estado, hoje MAB. Esta coleção reúne
os principais representantes da “Escola Baiana de Pintura”,
dos sécs. XVIII e XIX, tais como José Joaquim da Rocha,
seu fundador, José Theophilo de Jesus, Franco Vellasco, Rodrigues
Nunes, Francisco e Manoel Lopes Rodrigues, Silva Romão, Bento
Capinam, Cunha Couto, dentre outros. A pintura estrangeira, adquirida
por Dr. Jonathas Abbott na Europa, representa um conjunto significativo
de obras das várias Escolas européias – italiana,
francesa, flamenga e holandesa – dos séculos XVII e XVIII.
Os
grandes pintores baianos, como Presciliano Silva, Alberto Valença,
Mendonça Filho, encontram-se representados através de
magníficos trabalhos, que testemunham tanto a excelência
e a evolução da sua arte, como a predileção
destes por determinados temas: os interiores das igrejas de Presciliano
Silva, as paisagens de Alberto Valença, as marinhas de Mendonça
Filho.
Ao
longo do tempo, outras coleções foram incorporadas ao
museu, tendo o Estado adquirido, em 1943, da familia Góes Calmon,
importante conjunto de artes decorativas, composto de peças notáveis
do mobiliário baiano, preciosas porcelanas européias e
orientais, cristais, ourivesaria e outras alfaias. A pequena, porém
significativa, coleção de Imaginária, nos remete
às principais invocações dos santos católicos,
como também nos revela a interpretação escultórica
de anônimos santeiros baianos. Mais recentemente, em 1982, cerca
de 50 peças, entre cerâmicas, objetos orientais e europeus,
foram integradas ao acervo, como doação póstuma
do colecionador José Pedreira.
O
Museu de Arte da Bahia possui ainda no seu acervo, uma série
de cerca de 200 desenhos de Carybé, datados de 1950, gravuras
de renomados artistas brasileiros, e estrangeiros, além de fotografais
antigas e importantes documentos históricos.
Grande
parte deste conjunto, de inestimável valor artístico e
histórico, está sendo apresentado ao publico dentro de
modernos conceitos da museografia, a fim de possibilitar uma visão
mais abrangente das múltiplas produções artísticas
do séc. XVII até meados do séc. XIX – através
de dois roteiros integrados e independentes – a das artes decorativas
e o da pintura.
Nas
artes decorativas, procura-se destacar as belas peças do mobiliário,
e os objetos de uso do cotidiano, agrupando-os em diversos ambientes,
evocativos do gosto e dos costumes do passado.
A
pintura européia poderá ser apreciada ao longo deste percurso,
destacando-se obras de grande beleza plástica como a “Vista
do Porto de Salvador, no séc. XIX”, do artista J. Leon
Righini, além de várias obras da Escola Italiana, à
exemplo de “David e a cabeça de Golias”, de Caraavaggio
e “Beatriz Cenci”, de Guidi Reni.
A
“Escola Bahiana de Pintura” – de José Joaquim
da Rocha à Presciliano Silva – encontra-se exposta em núcleos
de autor, proporcionando ao visitante uma visão evolutiva e didática,
das artes plásticas na Bahia do séc. XVIII à primeira
metade do século XX.
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| Escola
Baiana de Pintura
José Joaquim da Rocha |
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Escola
Baiana de Pintura
José Theophilo de Jesus. |
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José
Joaquim da Rocha (1737? - 1807)
"O beijo de Judas e Pedro cortando a orelha de Malchus".
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Aspecto
geral da ambientação das artes decorativas. |
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Ambientação
de um quarto com cama de dossel e móveis complementares. |
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Sala
do século XIX , ambientada com móveis, objetos
decorativos e pinturas da época. |
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| Móveis,
pintura e objetos religiosos do século XVIII. |
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| Galeria
das Porcelanas orientais. |
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