SERVIÇO:

O quê: OSBA - Série Mozart nas Igrejas

Regente Christopher Warren-Green

Onde: Igreja do Carmo

Quando: Dia 23 de julho, quarta-feira

Acesso: Entrada Franca

Horário: 20h

 

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OSBA LEVA DUAS SINFONIAS DE MOZART PARA IGREJA DO CARMO

Duas obras marcantes do genial compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) serão interpretadas pela Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), no próximo concerto da série Mozart nas Igrejas, nessa quarta-feira (dia 23), às 20 horas na Igreja do Carmo, sob a regência do maestro convidado, Christopher Warren-Green. O público baiano terá oportunidade de apreciar com entrada franca as sinfonias Concertante K. 297 para sopros e orquestra, e a 39 K. 543.
A série Mozart nas Igrejas – uma das mais bem-sucedidas da temporada da OSBA – tem procurado destacar a participação de regentes e solistas que mantêm uma relação especial com o compositor e estão na vanguarda da interpretação. “Queremos apresentar uma leitura mozartiana livre que se caracterize mais pela inconstância do que por parâmetros puramente clássicos. Por medo de caírem no romantismo, excluem a emoção equivocadamente”, afirma o maestro da OSBA e curador da série, Ricardo Castro, lembrando ainda que os concertos buscam elementos sonoros próprios à época, começando pela acústica das igrejas.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) foi mestre em quase todos os gêneros. Sua produção febril resultou em sucessivas obras-primas que consolidaram o estilo clássico de composição. Escreveu muita música de igreja, incluindo 18 missas. Sua música orquestral inclui cerca de 50 sinfonias, mais de 40 concertos, além da vasta produção de música de câmara e de óperas que marcaram o gênero, como As Bodas de Fígaro, A Flauta Mágica, entre outras.

O regente - Christopher Warren-Green já é conhecido do público baiano por sua atuação frente à OSBA. Iniciou sua carreira como violinista e aos 24 anos foi nomeado spalla da Philharmonia Orchestra de Londres. Como solista, passou a colaborar com renomados maestros. Em 1988, foi nomeado diretor musical e regente principal da London Chamber Orchestra, posições ainda exercidas.
Warren-Green foi maestro convidado de várias orquestras, como a Royal Philharmonic, BBC Concert Orchestra, Royal Liverpool Philharmonic, St. Louis, Minnesota e Indianapolis Symphony Orchestras. Originalmente atuando como violinista, gravou para diversos selos, recebendo importantes prêmios, como o “Mercury Music Prize” e o “All Music Musician”. Há mais de oito anos integra o corpo docente da Royal Academy of Music.

As obras - A sinfonia concertante é uma forma musical original do período clássico, e mescla dois gêneros: a sinfonia e o concerto. Até o período barroco, essas diferenças não estavam claramente definidas – sinfonia também designava uma abertura para uma obra cênica, e o que mais se aproximava dessa junção era o chamado “concerto grosso”. A Sinfonia Concertante K. 297 para sopros está, juntamente com a K.364 para violino e viola, entre as obras de Mozart que obtiveram maior repercussão nesse gênero.
No verão de 1788, Mozart compôs três grandes sinfonias e não se sabe a razão pela qual elas foram escritas (provavelmente tendo em vista uma série de concertos planejada por ele) e não há evidências de que o compositor as tenha ouvido em vida. A primeira dessas obras-primas é a Sinfonia nº 39 K. 543, em mi bemol maior. É a única de Mozart a ter as clarinetas em lugar dos oboés, o que não era usual na época. A particularidade mostra, mais uma vez, um músico à frente de seu tempo.

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